Cody Garbrandt atropela Thomas Almeida em noite de derrotas brasileiras

0
138

Uma noite nada agradável para os brasileiros no UFC Fight Night 88: Almeida x Garbrandt, nesta madrugada de domingo para segunda, em Las Vegas. O peso-médio Alberto Uda estreou na organização com derrota para Jake Collier no card preliminar, Vitor Miranda tropeçou diante de Chris Camozzi no card principal, Renan Barão conheceu a derrota logo em sua primeira luta no peso-pena contra Jeremy Stephens no coevento principal e fechando a noite, Thomas Almeida caiu pela primeira vez na carreira, vítima do boxe frenético de Cody Garbrandt.

Collier castiga Uda no ground and pound (Getty Images)
Collier castiga Uda no ground and pound (Getty Images)

Alberto Uda estreia com derrota para Jake Collier

O catarinense Alberto Uda, campeão mundial de Muay Thai na Tailândia, começou melhor, chegando a balançar Jake Collier com joelhadas no rosto e pressioná-lo no ground and pound. Aparentemente com o nariz quebrado, o americano partiu para cima no segundo round e com um chute rodado nas costelas e mais dois socos chegou à vitória por nocaute técnico.

Camozzi domina a luta na especialidade de Miranda (Getty Images)
Camozzi domina a luta na especialidade de Miranda (Getty Images)

Vitor Miranda é dominado por Chris Camozzi e perde na decisão

Vitor Miranda teve a sequência de três vitórias por nocaute quebrada pelo experiente Chris Camozzi. Miranda não conseguiu soltar o seu conhecido jogo em pé e acabou pressionado por Camozzi. Mais efetivo na trocação e no solo, Camozzi causou um corte profundo no supercílio do brasileiro. Miranda tentou acelerar no terceiro e último round. Mesmo ferido e cansado andou para frente, mas não conseguiu para o ímpeto de Camozzi, que se manteve dominante até ter o braço erguido por unanimidade.

Barão perde em estreia nos galos (Getty Images)
Barão sucumbe às mãos afiadas de Stephens (Getty Images)

Renan Barão é superado por Jeremy Stephens em sua estreia nos penas

Ex-campeão dos pesos-galos, Renan Barão subiu para os penas, mas encontrou uma pedreira logo na estreia. Jeremy Stephens controlou as ações e com combinações rápidas marcou os pontos necessários para levar a vitória por decisão unânime dos juízes. Após a vitória, Stephens elogiou a performance de Barão, mas “aconselhou” o potiguar a voltar para os galos.

Garbrandt acerta cruzado que levou Almeida à lona (Getty Images)

Thomas Almeida sucumbe ao boxe de Cody Garbrandt e cai pela primeira vez

Na luta principal, Cody Garbrant cumpriu a promessa: nocautear Thomas Almeida no primeiro round. Especialista em boxe, Garbrandt fez valer toda a sua experiência na modalidade e neutralizou o até então invicto Thomas Almeida. Garbrandt não deu tempo para o brasileiro entrar na luta e extravasar toda a agressividade aliada à técnica que lhe renderam 21 vitórias. O boxer traçou a estratégia de se movimentar e atacar com sequências em velocidade, minando Almeida nas primeiras investidas e nocauteando-o aos dois minutos e 53 segundo do primeiro round com um cruzado e mais dois socos derradeiros.

UFC Fight Night 88: Almeida x Garbrandt
Mandalay Bay Arena, Las Vegas
Domingo, 29 de maio de 2016

Cody Garbrandt venceu Thomas Almeida por nocaute aos 2min53s do R1
Jeremy Stephens venceu Renan Barão por decisão unânime
Rick Story venceu Tarec Saffiedine por decisão unânime
Chris Camozzi venceu Vitor Miranda por decisão unânime
Lorenz Larkin venceu Jorge Masvidal por decisão dividida
Paul Felder venceu Josh Burkman por decisão unânime
Sara McMann venceu Jessica Eye por decisão unânime
Abel Trujillo venceu Jordan Rinaldi por decisão unânime
Jake Collier venceu Alberto Uda por nocaute técnico a 1min06s do R2
Erik Koch venceu Shane Campbell por finalização aos 3min02s do R2
Bryan Caraway venceu Aljamain Sterling por decisão dividida
Adam Milstead venceu Chris de la Rocha por nocaute técnico aos 4min01s do R2

COMPARTILHAR
Artigo anteriorAo vivo: Assista à pesagem oficial do UFC: Almeida x Garbrandt, às 20h
Próximo artigoJungle Fight aterriza pela 1ª vez em Minas Gerais com três disputas de cinturão
Um apaixonado pelas artes marciais, inspirado pelo meu pai que assistia todas as lutas de boxe na década de 70, 80. Depois passei a acompanhar o Vale-Tudo a partir da década de 90 até a evolução para o MMA atual, em que tivemos como principal referência o sucesso do Pride no Japão e o maior evento do mundo, o UFC, um fenômeno que não para de crescer. Conheço a luta na prática. Comecei com o karatê na adolescência, mas não cheguei a me graduar. Já maior de idade, iniciei no Jiu-Jítsu em 2004 e nunca mais abandonei. Além de treinar, participo de competições. Minha maior conquista foi subir no pódio do Sul-Americano de JJ da CBJJ. Criei o site www.mmasul.com.br em 2008, com o objetivo de colaborar com o MMA nos três estados que compõem a região Sul (RS, SC e PR). Fui adiante. Além de fomentar o jornalismo marcial na região, levei o MMASUL a alcançar visibilidade e credibilidade de leitores e fãs e de colegas de imprensa de todo o Brasil. Após mais de sete anos de sucesso, resolvemos inovar e lançar um nome nacional, o maismma.com, a continuação do MMASUL. Estamos no ar, em busca da evolução diária, das melhores coberturas e das melhores notícias. Sempre ágeis e precisos nas informações do mundo do MMA. Agora, somos #MAISMMA. Fazer o que a gente ama não tem preço. É com enorme prazer que faço as coberturas de eventos, escrevo, entrevisto e fotografo. Agora, rumo às cerca de 20 coberturas de UFC, além de inúmeras participações como convidado de programas no canal Combate. Um abraço especial a você que parou alguns segundos para saber mais sobre mim e sobre o maior site especializado em MMA do Sul do país. Não esqueça de aproveitar para visitar o maismma.com e seguir-nos no Twitter: @MMASUL. Muito obrigado, FAMÍLIA! "O jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte." Parte do texto: "A melhor profissão do mundo" Por Gabriel García Márquez (Jornalista, editor e escritor colombiano, prêmio Nobel de Literatura em 1982, autor do aclamado "Cem anos de Solidão")

DEIXE UMA RESPOSTA