À la Minotauro, Hamyrez Oliveira da show no 1º Jacara Fight e fatura cinturão de virada

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Hamyrez crava o peso antes de faturar o cinturão dos galos do JFC – Foto: Arquivo pessoal

Uma das principais revelações nacionais do peso-mosca, Hamyrez Oliveira tem aceito desafios na categoria de cima e tem feito bonito, apesar de dar uma de Rodrigo Minotauro na era Pride FC, quando quase matava a torcida do coração para depois virar.

Vindo de vitória importante no Katana Fight, em Curitiba, com uma rápida finalização, o capixaba teria neste sábado a missão de fazer um duelo “caseiro” com Rafael Cowboy pelo cinturão dos pesos-galos do 1º Jacara Fight, em Serra (ES).

Hamyrez precisou nadar contra a maré para sair do sufoco e virar o game. Cowboy veio com um jogo bastante estratégico, trabalhou ótimas investidas no contragolpe, uma delas uma joelhada de encontro, que além de abrir o supercílio de Hamyrez, mandou-o para a lona. Acostumado a enfrentar a fúria do mar como salva-vidas, Hamyrez faria de tudo para se “salvar” diante dos familiares e da torcida.

Como quem já não consegue vencer as ondas, Hamyrez parecia estar sendo levado pela corrente contra as “pedras”, metaforicamente falando da pressão que levara no ground and pound. Para a surpresa de todos, Hamyrez conseguiu encontrar forças para subir à superfície por um instante e tomar o fôlego que precisava.

Ele derruba Cowboy, cai dentro da guarda, o rival explode para tentar por de pé, Hamyrez mantém a pegada mesmo em pé, insiste em uma nova queda, dessa vez já partindo para a sua especialidade, o Jiu-Jítsu, afiado diariamente pelo faixa-preta Gabriel “Macaco” Siqueira, quem descobriu o garoto há mais de seis anos.

Assim como havia feito no Katana e em outras vitórias do cartel, Hamyrez deu um bote rápido no pescoço de Cawboy, no embalo da queda, obrigando o linharense dar as três batucadas no mata-leão. 

– Foi uma luta muito dura. Cowboy (Rafael) me surpreendeu. Veio com um jogo diferente do que a gente havia treinado, veio de canhoto ali. Senti ele bastante  ‘escorregadio’, isso atrapalhou um pouco. No começo da luta botei umas mãos duras, tomei outras mãos duras também. Tomei alguns knockdowns, o árbitro quase parou a luta, mas consegui me recuperar, coloquei ele para baixo, quando ele levantou levei ele para o chão de novo e peguei na especialidade da casa, o mata-leão – descreveu Hamyrez, dedicando a conquista do cinturão ao mestre Augusto Nasser, responsável pela sua trocação, Gabriel Macaco e a todos os companheiros de equipe.

– Agora vou ali repor as energias com o Açaí Power, o melhor do Espírito Santo – brincou o salva-vidas, uma forma de agradecer um de seus principais patrocinadores, assim como a camiseta que estava vestindo da Esch Company (eschcompany.com), marca local que vem fazendo sucesso pelo estilo único e criativo das suas roupas, garantiu Hamyrez.

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