Dan Henderson se despede do MMA em grande estilo, mas perde; Mousasi nocauteia Belfort e pede Anderson

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MMA: UFC 204-Bisping vs Henderson
Hendo se despede do MMA – Foto: Per Haljestam

 

UFC 204 – Manchester – Inglaterra – 8 de outubro de 2016 – evento e data imortalizados pela atuação extraordinária do veterano Dan Henderson em sua última luta como profissional, desafiando o dono da casa Michael Bisping pelo título dos pesos-médios – inesquecíveis pelos 20 anos de carreira de Vitor Belfort, em mais uma batalha, diante do iraniano naturalizado holandês Gegard Mousasi – e marcante pelo festival de finalizações espetaculares como a do brasileiro Iuri Marajó sobre Brad Pickett, uma transição da montada para o triângulo em menos de dois minutos.

Gegard Mousasi nocauteia Vitor Belfort e pede Anderson Silva

Vitor Belfort entrou no octógono contra Gerard Mousasi  às vésperas de completar 20 anos de carreira (11 de outubro). O único lutador a permanecer no topo por tanto tempo até que tentou explodir para cima do adversário no primeiro round. Mousasi normalmente adota um estilo mais cauteloso, mas desta vez optou por trabalhar na curta distância, pressionando, justamente para evitar a arma letal que consagrou o “Fenômeno”, o contra-ataque com agilidade. Belfort evitou ser alvo fixo na etapa inicial, rodou e na primeira oportunidade partiu para definir, conectando uma sequência no rosto de Mousasi. Ele sentiu a potência dos golpes, mas disfarçou gesticulando com o dedo indicador que não.

Mousasi voltou mais confiante para o segundo e com um chute alto na cabeça fez o brasileiro balançar. O holandês continuou desferindo golpes. Belfort desabou e sofreu o mesmo castigo que Chris Weidman e Ronaldo Jacaré deram-lhe nas duas últimas derrotas. Mousasi estabilizou a montada e decretou o nocaute com uma chuva de socos ainda no segundo round. Na entrevista pós-luta, Mousasi surpreendeu ao não mirar o cinturão da categoria, e sim, uma luta contra Anderson Silva.

Bisping mantém cinturão e Dan Henderson anuncia aposentadoria

Na luta principal da noite, o veterano de 46 anos, Dan Henderson, pendurou as luvas após disputar o cinturão dos pesos-médios em um confronto emocionante de cinco rounds contra Michael Bisping. Hendo esperou o momento oportuno para soltar os seus overhands matadores e enviou o inglês para a lona duas vezes, descendo com sede de acabar com o combate como fez no UFC 100, quando apagou o inglês. Bisping sobreviveu. Com um corte abaixo do olho esquedo e bastante inchado, Bisping resistiu ao massacre no ground and pound e tratou de pontuar com chutes altos, alguns bem conectados, mas sem efeito “nocauteador”.

Devido aos knockdowns aplicados por Hendo e a contundência com que ele atingiu o inglês, o duelo acabou equilibrado e o resultado unânime a favor do campeão provocou bastante discussão. Hendo afirma ter vencido o primeiro, segundo e quinto rounds. Ainda no cage, o americano deixou agradecimentos e emocionado deu adeus ao MMA. “Dei meu coração e a minha alma por esse esporte. Agradeço a todos os fãs que torceram por mim e acompanharam a minha carreira”.

 Na coletiva, Hendo revelou a sua frustração com a pontuação dos juízes laterais. “Deixei tudo lá e senti que fiz tudo o que precisava para vencer aquela luta. Acontece que, infelizmente, nem todo mundo viu desse jeito”, lamentou.

UFC 204:

Michael Bisping venceu Dan Henderson por decisão unânime (48-47, 48-47, 49-46)
Gegard Mousasi venceu Vitor Belfort por nocaute técnico aos 2m43s do R2
Jimi Manuwa venceu Ovince St. Preux por nocaute aos 2m38s do R2
Stefan Struve venceu Daniel Omielanczuk por finalização aos 1m41s do R2
Mirsad Bektic venceu Russell Doane por finalização aos 4m22s do R1

Iuri Marajó venceu Brad Pickett por finalização a 1m59s no R1
Damian Stasiak venceu Davey Grant por finalização aos 3m56s do R3
Leon Edwards venceu Albert Tumenov por finalização aos 3m01s do R3
Marc Diakiese venceu Lukasz Sajewski por nocaute técnico aos 4m40s do R2
Mike Perry venceu Danny Roberts por nocaute aos 4m40s do R3
Léo Santos venceu Adriano Martins por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28)

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Um apaixonado pelas artes marciais, inspirado pelo meu pai que assistia todas as lutas de boxe na década de 70, 80. Depois passei a acompanhar o Vale-Tudo a partir da década de 90 até a evolução para o MMA atual, em que tivemos como principal referência o sucesso do Pride no Japão e o maior evento do mundo, o UFC, um fenômeno que não para de crescer. Conheço a luta na prática. Comecei com o karatê na adolescência, mas não cheguei a me graduar. Já maior de idade, iniciei no Jiu-Jítsu em 2004 e nunca mais abandonei. Além de treinar, participo de competições. Minha maior conquista foi subir no pódio do Sul-Americano de JJ da CBJJ. Criei o site www.mmasul.com.br em 2008, com o objetivo de colaborar com o MMA nos três estados que compõem a região Sul (RS, SC e PR). Fui adiante. Além de fomentar o jornalismo marcial na região, levei o MMASUL a alcançar visibilidade e credibilidade de leitores e fãs e de colegas de imprensa de todo o Brasil. Após mais de sete anos de sucesso, resolvemos inovar e lançar um nome nacional, o maismma.com, a continuação do MMASUL. Estamos no ar, em busca da evolução diária, das melhores coberturas e das melhores notícias. Sempre ágeis e precisos nas informações do mundo do MMA. Agora, somos #MAISMMA. Fazer o que a gente ama não tem preço. É com enorme prazer que faço as coberturas de eventos, escrevo, entrevisto e fotografo. Agora, rumo às cerca de 20 coberturas de UFC, além de inúmeras participações como convidado de programas no canal Combate. Um abraço especial a você que parou alguns segundos para saber mais sobre mim e sobre o maior site especializado em MMA do Sul do país. Não esqueça de aproveitar para visitar o maismma.com e seguir-nos no Twitter: @MMASUL. Muito obrigado, FAMÍLIA! "O jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte." Parte do texto: "A melhor profissão do mundo" Por Gabriel García Márquez (Jornalista, editor e escritor colombiano, prêmio Nobel de Literatura em 1982, autor do aclamado "Cem anos de Solidão")

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