Jorge Masvidal atropela Darren Till no UFC Londres; Hannibal dá show de Jiu-Jítsu

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Jorge Masvidal conseguiu entrar na mente do dono da festa do UFC Londres, Darren Till. Com uma longa estrada no Mixed Martial Arts, ex-brigador de rua, Masvidal sabe como ninguém mexer com o psicológico dos adversários.

Após um primeiro round bastante equilibrado, com leve vantagem para Till, que tocou mais o corpo do visitante, o inglês voltou ainda mais confiante para o segundo, e passou a trocar na curta, mas se expondo demais.

Masvidal utilizou toda a sua “malícia” para atacar com agilidade no e mandar Till para a lona com um direto de esquerda na ponta do queixo, seguido de mais dois socos. O nocaute foi tão brutal que Till não participou do tradicional anúncio da vitória.

Masvidal aproveitou a performance incrível para pedir ao presidente Dana White o bônus de “Luta da Noite” e a disputa do cinturão dos meio-médios.

Claudio “Hannibal” Silva mostrou um coração gigante no duelo com Danny Roberts, natural de Liverpool. Radicado no país, Hannibal sentiu a pressão de lutar em “casa”.

Roberts tentou manter a luta em pé, mas ao final dos dois primeiros rounds, o brasileiro montou, desferiu socos e chegou perto da finalização. Roberts se livrou do sufoco e respondeu com ground and pound pesado.

A mesma história se repetiu no terceiro. Hannibal tentava estabilizar, Roberts explodia e ficava por cima. Dessa vez o castigo foi pior. Roberts passou a acertar cotoveladas de cima para baixo, abriu um corte sobre o supercílio de Hannibal, que mesmo sob extrema pressão fez a famosa fuga de quadril e saiu para o braço no armlock.

Roberts subiu e cravou Hannibal no chão com um bate-estaca, mas o faixa-preta honrou o Jiu-Jítsu, manteve a posição e ao esticar o braço do rival, antes d’ele dar os três tapinhas, parece ter soltado um grito de dor, o árbitro central imediatamente interpretou desistência de Roberts e encerrou. Hannibal vibrou muito e comentou o feito.

– Com certeza ele sentiu o braço e ele gritou, e se você gritou é sinal de desistência. Estava muito difícil de trabalhar a luta em cima. Eu queria muito finalizar essa luta. Não sou um cara que busco marcar pontos. Eu queria nocautear e finalizar. Falaram que ey era favorito, mas não gosto disso. Cada luta é uma luta. Foi uma pressão lutar aqui, vejo a arena todo dia de manhã da janela da minha casa. Visualizei essa vitória, tenho coração, sou brasileiro e não desisto nunca. Está aí, venho de quatro vitória e sou uma realidade nessa categoria, finalizando dois caras duríssimos. Galera do bairro Tocantins em Goiânia, essa é para vocês. Estamos juntos!

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