Luan Miau conta trajetória e traça planos no Brave: “Quero enfrentar Ottman Azaitar”

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Não é segredo pra ninguém que o badalado Luan “Miau” está nos holofotes, mais uma vez. Considerado o melhor lutador de 2016, pelo Prêmio Osvaldo Paquetá, Luan Santiago volta ao Brave escalando mais um degrau rumo ao cinturão. Em entrevista, o nordestino radicado em Curitiba na equipe de Cristiano Marcello, ele relata a infância difícil, evolução na carreira e também a possibilidade de lutar em breve pelo título da categoria. 

“Minha infância foi como a de muitas crianças nordestinas. Era uma guerra diária. Eu tinha problemas em casa e era tudo muito difícil nas ruas também. Eu enxerguei nas artes marciais um caminho para fora dessa realidade. Eu comecei a treinar quando era criança, mas eu já tinha esse sonho de ser o melhor. Mas foi difícil para mim porque não tínhamos condições e a estrutura do lugar que eu treinava era muito ruim”, afirma o peso-leve (até 70 kg).

Ele também contou como foi parar no sul do Brasil, com ajuda de Leonardo Pateira, seu amigo e como foi o início de sua nova caminhada no Paraná. Luan destacou a dificuldade que foi conseguir se manter no novo “habitat”.

“Meu amigo Léo Pateira, que é empresário e promotor de eventos, chegou para mim e disse: ‘Você está melhorando a cada dia. Sei que você é trabalhador e disciplinado, então o que acha de se mudar para Curitiba?’ Falei com a minha família e, apesar de não termos muita proximidade, eles me apoiaram, assim como meus amigos e treinadores (…) Eu tinha R$ 200 no meu bolso. E só tinha essa grana por conta de uma vaquinha que o Léo Pateira fez  com meu mestre Marcos Araújo e alguns amigos. Lembro que cheguei a Curitiba de camiseta e short e estava congelando de frio”, relatou em bate-papo.

Luan comentou sobre sua relação com o veterano do MMA, Cristiano Marcello, que é seu treinador. O atleta afirmou que Cristiano é como um segundo pai para o mesmo.

“O Cristiano é de verdade como um pai para mim. Ele ajudou no meu desenvolvimento como lutador, claro, mas me ajudou ainda mais como homem. Ele me educou e me ensinou a correr atrás dos meus sonhos com dedicação, mas sem passar por cima de ninguém. E é assim que as coisas funcionam aqui”, Diz Luan enaltecendo o mandante da CM System.

Após destacar um pouco de sua rotina e todos os pontos anteriores, o lutador falou sobre sua luta por cinturão, que deve vir em caso de resultado positivo contra Eric “Parrudo”. Os dois já treinaram juntos em Salvador, no início da caminhada de “Miau”.

“Ele é só mais um obstáculo no meu caminho. Eu vou passar por cima dele sem dó nem piedade. Treinamos juntos há alguns anos e eu o conheço bem, é um cara experiente. Mas ele não me conhece. Não sou o mesmo lutador daquela época. Quando ele se der conta do que está acontecendo lá dentro já será tarde demais para ele. Já vou ter nocauteado ou finalizado (…) Depois de vencer o Parrudo, eu quero enfrentar o Ottman Azaitar (marroquino peso leve invicto do Brave) (…) Ele está fugindo de mim há algum tempo, se escondendo atrás das redes sociais e dos fãs. É ridículo. Sei que o Brave está organizando uma grande semana de lutas em novembro no Bahrein e eu quero enfrentá-lo lá finalmente”, projeta o peso-leve, que nocauteou Ivan Castillo em sua estreia no Brave.

O Brave CF 8 Rise Of The Champions será realizado em Curitiba, no dia 12 de agosto, no Ginásio Tarumã.

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