Vídeo: após 10 anos na prisão e 15 sem lutar, finlandês Toni Hakala volta ao cage no SC Incombat

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Os mais de 10 anos na prisão não apagaram a chama de atleta de Toni Hakala (@coachasigma). O finlandês radicado no Brasil, iniciou nas artes marciais com apenas 8 anos de idade, na escola, na luta Greco-Romana. Com o passar do tempo conheceu o Muay Thai e escolheu o Brasil para “beber da fonte” o Jiu-Jítsu.

Entre idas e vindas viu a arte suave e o MMA se expandir em seu país. Mas, as experiências vividas em vários estados brasileiros fizeram com que o “gringo” ficasse por aqui de vez. Em 2004, Toni chegou a conquistar um cinturão lutando MMA em seu país.

Já morando no Brasil, em 2008 ele lutaria o Floripa Fight, na capital catarinense. Porém, Toni revela que acabou se envolvendo com o tráfico de drogas, a “vida fácil” saltou aos seus olhos e além de se desviar o foco da carreira, acabou preso e cumprindo uma pena que ultrapassou uma década.

Toni escolheu se conhecer no cárcere, cuidar do corpo e da mente. Foram mais de setecentos livros lidos de todos os assuntos possíveis. Toni chegou a fazer 50 “lutas” dentro dos presídios por onde passou. Ele conta que os caras intimavam e diziam: “Vamos ver se você é tudo isso mesmo”. Toni como não tinha nada a perder, saía na mão com os rivais. Apenas dois presos chegaram a dificultar um pouco, mas apanharam como os outros 48. Vale lembrar que o número de 50 duelos é apenas uma média baseada nas lembranças de Toni. O peso-médio destaca que nunca se prevaleceu em ninguém, apenas fazia o que tinha que ser feito, o que insistiam na verdade.

De volta às ruas, de volta aos treinos, a chama que nunca se apagou, ganhou um brilho especial. Toni recebeu a oportunidade de fazer uma das lutas principais do SC Incombat, evento que estreia em Joinville neste dia 12 de outubro, contra Fabiano Magrão, representante de Florianópolis, atleta da trocação.

O MAISMMA recebeu Toni Hakala para uma entrevista sobre essa superação ou transformação depois de passar mais de 10 anos privado do mundo “real” e sobre o sonho de poder voltar a fazer aquilo que nunca deixou de queimar dentro dele: a luta.

Confira o nosso bate-papo na íntegra:

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